[ em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas.

sempre uma coisa defronte da outra, sempre uma coisa tão inútil como a outra, sempre o impossível tão estúpido como o real, 
sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério 
da superfície … ] 
#alvarodecampos in ‘tabacaria’ (em Moema)

[ em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas.

sempre uma coisa defronte da outra, sempre uma coisa tão inútil como a outra, sempre o impossível tão estúpido como o real,
sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério
da superfície … ]
#alvarodecampos in ‘tabacaria’ (em Moema)

[ fora disto, que é nada, sob o azul do largo céu um vento vão do sul acorda-me e estremece no verdor. ter razão, ter vitória, ter amor ]

#fernandopessoa in ‘antologia poética’

[ fora disto, que é nada, sob o azul do largo céu um vento vão do sul acorda-me e estremece no verdor. ter razão, ter vitória, ter amor ]

#fernandopessoa in ‘antologia poética’

[ outras paisagens sugerem-se através das janelas e a hora visível recua até ao fundo
do meu ser e intercala-se
uma ideia de mim entre compreender e olhar… ]  #fernandopessoa in ‘antologia poética

[ outras paisagens sugerem-se através das janelas e a hora visível recua até ao fundo do meu ser e intercala-se uma ideia de mim entre compreender e olhar… ] #fernandopessoa in ‘antologia poética

[ … saúdo-os e desejo-lhes sol,
e chuva, quando a chuva é precisa, e que as suas casas tenham ao pé duma janela aberta
uma cadeira predilecta
onde se sentem, lendo os meus versos. e ao lerem os meus versos pensem que sou qualquer coisa natural – por exemplo, a árvore antiga à sombra da qual quando crianças se sentavam com um baque, cansados de brincar … ] 
#fernandopessoa, in ‘antologia poética’

[ … saúdo-os e desejo-lhes sol,
e chuva, quando a chuva é precisa, e que as suas casas tenham ao pé duma janela aberta
uma cadeira predilecta
onde se sentem, lendo os meus versos. e ao lerem os meus versos pensem que sou qualquer coisa natural – por exemplo, a árvore antiga à sombra da qual quando crianças se sentavam com um baque, cansados de brincar … ]
#fernandopessoa, in ‘antologia poética’

[ o universo não é uma ideia minha. a minha ideia do universo é que é uma ideia minha.

a noite não anoitece pelos meus olhos. a minha ideia da noite é que anoitece por meus olhos ] 
#albertocaeiro, in ‘poemas inconjuntos’

[ o universo não é uma ideia minha. a minha ideia do universo é que é uma ideia minha.

a noite não anoitece pelos meus olhos. a minha ideia da noite é que anoitece por meus olhos ]
#albertocaeiro, in ‘poemas inconjuntos’

[ na cidade as grandes casas fecham a vista a chave, escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu, tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar, 
e tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver ]

#albertocaeiro, in ‘o guardador de rebanhos’ (em Republiqueta)

[ na cidade as grandes casas fecham a vista a chave, escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu, tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
e tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver ]

#albertocaeiro, in ‘o guardador de rebanhos’ (em Republiqueta)

[ como alguém distraído na viagem, segui por dois caminhos par a par, fui com o mundo, parte da paisagem; comigo fui, sem ver nem recordar ]  #fernandopessoa

 (em Moema)

[ como alguém distraído na viagem, segui por dois caminhos par a par, fui com o mundo, parte da paisagem; comigo fui, sem ver nem recordar ] #fernandopessoa

(em Moema)

[ sorriso audível das folhas 
não és mais que a brisa ali 
se eu te olho e tu me olhas, 
quem primeiro é que sorri? ] 
#fernandopessoa in ‘cancioneiro’. (em Jardins)

[ sorriso audível das folhas
não és mais que a brisa ali
se eu te olho e tu me olhas,
quem primeiro é que sorri? ]
#fernandopessoa in ‘cancioneiro’. (em Jardins)

[ qualquer música - guitarra,
viola, harmónio, realejo
um canto que se desgarra
um sonho em que nada vejo… ] 

#fernandopessoa  (em Pão de Açúcar)

[ qualquer música - guitarra,
viola, harmónio, realejo
um canto que se desgarra
um sonho em que nada vejo… ]

#fernandopessoa (em Pão de Açúcar)

[ nada sabemos da alma
senão da nossa;
as dos outros são olhares,
são gestos, são palavras,
com a suposição
de qualquer semelhança 
no fundo ] 
#fernandopessoa (em Parque do Povo (Mário Pimenta Camargo))

[ nada sabemos da alma
senão da nossa;
as dos outros são olhares,
são gestos, são palavras,
com a suposição
de qualquer semelhança
no fundo ]
#fernandopessoa (em Parque do Povo (Mário Pimenta Camargo))