April 28th Letter No. Eight (Robert Lowell, 1960)

poetsorg:

ROBERT LOWELL to Elizabeth Bishop, April 28, 1960

I don’t know why I’ve stuffed all this in, except to plaintively suggest that even here one can see the world in a grain of sand. Dearest, how I miss you. Some day, we will be in the same spot and long, long, long.

All my love,

Cal

P.S. I enclose a translation of Heine, almost an original poem from three of his. How marvelous to have had a life that could be so written about even in terrible pain.

:)

“porque sei que o tempo é sempre o tempo
e que o espaço é sempre o espaço apenas
e que o real somente o é dentro de um tempo
e apenas para o espaço que o contém
alegro-me de serem as coisas o que são
e renuncio à face abençoada
e renuncio à voz
porque esperar não posso mais
e assim me alegro, por ter de alguma coisa edificar
de que me possa depois rejubilar…”
(t.s.eliot)

porque sei que o tempo é sempre o tempo
e que o espaço é sempre o espaço apenas
e que o real somente o é dentro de um tempo
e apenas para o espaço que o contém
alegro-me de serem as coisas o que são
e renuncio à face abençoada
e renuncio à voz
porque esperar não posso mais
e assim me alegro, por ter de alguma coisa edificar
de que me possa depois rejubilar…”
(t.s.eliot)

“vi sempre o mundo independentemente de mim/ 

por trás disso estavam as minhas sensações vivíssimas/ mas isso era outro mundo/

contudo a minha mágoa nunca me fez ver negro o que era cor de laranja/ acima de tudo o mundo externo/ 

eu me aguente comigo e com os comigos de mim”. 

(álvaro de campos)

“vi sempre o mundo independentemente de mim/

por trás disso estavam as minhas sensações vivíssimas/ mas isso era outro mundo/

contudo a minha mágoa nunca me fez ver negro o que era cor de laranja/ acima de tudo o mundo externo/

eu me aguente comigo e com os comigos de mim”.

(álvaro de campos)

“há um a brincar/ e há outro a saber/ um vê-me a brincar/ e outro vê-me a ver…” (fernando pessoa)

“há um a brincar/ e há outro a saber/ um vê-me a brincar/ e outro vê-me a ver…” (fernando pessoa)

” o caminho certo é o do meio” (sidarta gautama)

” o caminho certo é o do meio” (sidarta gautama)

\o/

\o/

(via analogicallove)

Ah, que essencialidade de mistério e sentido parados/
Em divino êxtase revelador/
Às horas cor de silêncios e angústias/
Não é ponte entre qualquer cais e o Cais!
(Álvaro de Campos)

Ah, que essencialidade de mistério e sentido parados/
Em divino êxtase revelador/
Às horas cor de silêncios e angústias/
Não é ponte entre qualquer cais e o Cais!
(Álvaro de Campos)

lomographicsociety:

Expired Sensia 100: Double the Excitement, Double the Fun!

What I like most about using an expired film is its unpredictability. An expired film pretty much loses some of its known characteristics or not at all. So when using them you just don’t know what you’re going to get. What more if you push the film into extraordinary situations. Like this 2010 expired Sensia 100 for instance.

wonderful !!!

“…já estão vestidos, já se vão pela rua. e só então, quando estão mortos, quando estão vestidos, é que a cidade os recupera hipócrita e lhes impõe os seus deveres quotidianos”. (julio cortázar)

“…já estão vestidos, já se vão pela rua. e só então, quando estão mortos, quando estão vestidos, é que a cidade os recupera hipócrita e lhes impõe os seus deveres quotidianos”. (julio cortázar)

“oculta consciência de não ser, 
ou de ser num estar que me transcende, 
numa rede de presenças e ausências, 
numa fuga para o ponto de partida: 
um perto que é tão longe, um longe aqui. 
uma ânsia de estar e de temer 
a semente que de ser se surpreende, 
as pedras que repetem as cadências 
da onda sempre nova e repetida 
que neste espaço curvo vem de ti”.
(josé saramago)

“oculta consciência de não ser,
ou de ser num estar que me transcende,
numa rede de presenças e ausências,
numa fuga para o ponto de partida:
um perto que é tão longe, um longe aqui.
uma ânsia de estar e de temer
a semente que de ser se surpreende,
as pedras que repetem as cadências
da onda sempre nova e repetida
que neste espaço curvo vem de ti”.
(josé saramago)